
Universidade Federal de Santa catarina (UFSC)
Programa de Pós-graduação em Engenharia, Gestão e Mídia do Conhecimento (PPGEGC)
Detalhes do Documento Analisado
Centro: Não Informado
Departamento: Não Informado
Dimensão Institucional: Pós-Graduação
Dimensão ODS: Econômica
Tipo do Documento: Dissertação
Título: EFEITOS DE DOIS MODELOS DE PERIODIZAÇÃO DO TREINAMENTO DE FORÇA EM PARÂMETROS NEUROMUSCULARES E FUNCIONAIS DE IDOSOS
Orientador
- FERNANDO DIEFENTHAELER
Aluno
- BRUNO MONTEIRO DE MOURA
Conteúdo
O treinamento de força (tf) é benéfico para aumentar a força dinâmica máxima (1rm), força explosiva (taxa de desenvolvimento de força [tdf]), atividade muscular, atraso eletromecânico (aem) e potência de jovens, adultos e idosos. pode-se acrescentar que o mesmo também melhora a capacidade funcional (cf) de idosos. além disso, modelos de periodização do tf fazem-se necessários para aperfeiçoar esses benefícios. dessa forma o presente estudo teve como objetivo verificar e comparar as respostas neuromusculares e cf em idosos após 12 semanas de intervenção de tf. quinze idosos foram selecionados e randomicamente divididos em dois grupos com diferentes modelos de periodização (modelo de periodização ondulatória [mpo n=8; 62,5 ± 1,8 anos; 67,1 ± 9,5 kg; 1,63 ± 0,1 m] e modelo de periodização linear [mpl n=7; 65,6 ± 3,4 anos; 74,3 ± 11,8 kg; 1,62 ± 0,1 m]). os mesmos foram submetidos a 4 semanas de período controle e posteriormente a 12 semanas de intervenção tf. os indivíduos do estudo foram avaliados a cada final de período (semana -4, 0, 4, 8 e 12). os resultados do presente estudo indicam aumento da tdf normalizada, nos períodos 0-100, 0-150 ms foi observado um aumento significativo para ambos os grupos entre o período controle e a oitava semana de intervenção (mpo: p=0,035 e mpl: p=0,025), sem diferença entre os grupos (p>0,05). no presente estudo não foi verificada redução do aem dos extensores do joelho para ambos os grupos em nenhum período avaliado. já para os valores 1-rm houve aumento significativo para ambos os grupos entre o período controle e o término da intervenção (mpo 42,3 ± 9,5%, te [tamanho do efeito] = 1,9, mpl 36,96 ± 11,55%, te = 1,0) (p=0,001), sem diferença entre os grupos (p>0,05). o mesmo comportamento foi observado para a atividade muscular dos extensores do joelho (vastus lateralis e rectus femoris) (mpo 96,8 ± 75,3%, te = 1,66 e mpl 42,4 ± 99,%, te=0,25) (p=0,011). já para a atividade muscular do biceps femoris não foram observadas diferenças significativas após 12 semanas de intervenção para os grupos, bem como diferenças significativas entre os mesmos (mpo 15,34 ± 105,2%, te = 0,18 e mpl -11,8 ± 72,9%, te = -0,12). no teste sentar e levantar 30 s o grupo mpo obteve aumento significativo no número de repetições (18,8 ± 19,0%, p=0,01) entre o período controle e o término da intervenção. no entanto, não foi observado aumento para o grupo mpl (p>0,05). nos testes de subir degraus houve uma redução significativa no tempo para o grupo mpo (4,1 ± 1,0 s para 2,6 ± 0,4 s, p=0,002), porém não foi verificada redução para o grupo mpl (3,4 ± 0,6 s 2,8 ± 0,4 s, p>0,05). no teste de descer degraus o grupo mpo obteve redução significativa no tempo após período de intervenção (3,5 ± 0,9 s para 2,5 ± 0,4 s, p=0,027) assim como no grupo mpl (3,4 ± 0,9 s para 2,7 ± 0,5 s; p=0,040). na comparação entre grupos somente para o teste de descer escadas, o grupo mpo obteve redução significativa em comparação com o grupo mpl (p=0,027). no teste levantar, ir e voltar 3 m houve redução significativa para ambos os grupos, sem diferenças estatísticas entre os mesmos (5,2 ± 0,8 s para 4,3 ± 0,9 s; p=0,01 e 5,2 ± 0,9 s para 4,7 ± 0,8 s; p=0,03, para mpo e mpl respectivamente). a partir dos resultados do presente estudo pode-se concluir que os modelos de periodização estudados demonstraram aumento no 1rm, atividade muscular, porém ambas as variáveis com maior efeito para o mpo. embora não tenha ocorrido redução do aem, os grupos obtiveram melhoras na capacidade de força explosiva (i.e. tdf). além disso, os resultados sugerem que o maior efeito observado para o grupo mpo gerou melhor desempenho funcional em comparação com o grupo mpl para alguns testes funcionais.
Índice de Shannon: 3.89938
Índice de Gini: 0.928388
ODS 1 | ODS 2 | ODS 3 | ODS 4 | ODS 5 | ODS 6 | ODS 7 | ODS 8 | ODS 9 | ODS 10 | ODS 11 | ODS 12 | ODS 13 | ODS 14 | ODS 15 | ODS 16 |
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6,45% | 4,73% | 9,51% | 6,10% | 4,87% | 3,23% | 5,34% | 11,22% | 8,49% | 10,43% | 5,77% | 3,93% | 6,46% | 4,16% | 3,24% | 6,06% |
ODS Predominates


6,45%

4,73%

9,51%

6,10%

4,87%

3,23%

5,34%

11,22%

8,49%

10,43%

5,77%

3,93%

6,46%

4,16%

3,24%

6,06%