
Universidade Federal de Santa catarina (UFSC)
Programa de Pós-graduação em Engenharia, Gestão e Mídia do Conhecimento (PPGEGC)
Detalhes do Documento Analisado
Centro: Não Informado
Departamento: Não Informado
Dimensão Institucional: Pós-Graduação
Dimensão ODS: Social
Tipo do Documento: Dissertação
Título: ANÁLISE DO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR DE EMERGÊNCIA POR SIMULAÇÃO DE MONTE CARLO EM ACIDENTES DE TRÂNSITO NA BR 101
Orientador
- FRANCISCO HENRIQUE DE OLIVEIRA
Aluno
- GUSTAVO ANDREAS HOCHHEIM
Conteúdo
Acidentes de trânsito estão entre as maiores causas de mortes no brasil e no mundo, assim como em santa catarina. nesse contexto, este trabalho estudou os acidentes e o atendimento pré-hospitalar de emergência da rodovia br-101 no trecho garuva-palhoça (0,0-250,0 km), a partir de dados de acidentes da polícia rodoviária federal (2007-2019). o método do trabalho consiste em análises estatísticas e espaciais. foram analisados os anos potenciais de vida perdidos, o quadro epidemiológico, correlações entre variáveis e letalidade. por meio de gis e mapas temáticos de calor por kernel, localizaram-se os trechos com maior quantidade de acidentes, graves e mortos, além da distribuição espacial de variáveis mais letais (noite, curvas, velocidade inadequada e atropelamento de pedestres). também se examinou a disposição temporal e espacial dos postos de atendimento pré-hospitalar de emergência da rodovia em relação às vitimas de trânsito. por fim, analisou-se os tempos de atendimento pré-hospitalar de emergência dos postos sos 8 e sos 9 para vítimas graves mediante simulação de viagens de ambulância pelo google maps, sendo realizada simulação de monte carlo com distribuição beta. resultados mostram a contribuição de ilesos (69,4%), lesionados leves (23,9%), lesionados graves (5,7%) e mortes (1,0%). a maioria dos óbitos ocorre à noite, de sexta-feira a domingo. a falta de atenção no trânsito é a maior causa de mortes (32,84%) e a tipologia de acidentes mais mortal é a de atropelamento de pedestres (33,90% dos óbitos), seguido de colisão traseira (16,74%). motociclistas compõem 27,50% das mortes e ciclistas 8,72%, sendo também as categorias mais letais. a maioria das vítimas possui entre 20 e 34 anos, sendo homens 93,20% dos óbitos. dos sete postos no trecho analisado, ficou evidente a maior demanda nos postos sos 6, sos 8 e sos 9, além disso, o trecho entre os postos sos 8 e sos 9 mostrou-se o mais crítico (10,96% da extensão total e 40,86% dos acidentes, 40,84% das vítimas graves e 24,68% dos óbitos). nele, a análise do atendimento pré-hospitalar de emergência por simulação de monte carlo contemplou quatro cenários: tempo de resposta e tempo total de atendimento, com e sem adição de posto hipotético (posto intermediário). o posto intermediário melhorou o tempo de resposta aumentando de 62,79% para 90,49% os atendimentos até 20 minutos; o tempo total de atendimento melhorou com a diminuição de 16,5% para 7,09% os atendimentos acima de 60 minutos (hora de ouro). o estudo realizado em 2020 ocorreu durante a pandemia de coronavírus (covid-19), sendo o trânsito de agosto e outubro diferentes, com o segundo mais próximo do real pelo relaxamento do isolamento social, permitindo avaliar mudanças no atendimento dos postos pela flutuação do trânsito. na mudança de tráfego de agosto para outubro, sem o posto intermediário, o tempo de resposta teve diminuição de 70,41% para 62,79% de atendimentos até 20 minutos e o tempo total de atendimento apresenta aumento de 7,90% para 16,85% de atendimentos acima de 60 minutos. ademais, o cenário com posto intermediário apresentou menor sensibilidade ao trânsito alterado (agosto/outubro), apresentando o tempo de resposta diminuição de 92,49% para 90,49% de atendimentos até 20 minutos, enquanto o tempo total de atendimento apresenta aumento de 2,91% para 7,09% de atendimentos acima de 60 minutos. os resultados mostram eficiência significativa na adoção do posto de atendimento pré-hospitalar extra por meio da metodologia desenvolvida, situação com potencial de salvar muitas vidas.
Índice de Shannon: 3.44131
Índice de Gini: 0.860351
ODS 1 | ODS 2 | ODS 3 | ODS 4 | ODS 5 | ODS 6 | ODS 7 | ODS 8 | ODS 9 | ODS 10 | ODS 11 | ODS 12 | ODS 13 | ODS 14 | ODS 15 | ODS 16 |
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3,59% | 3,75% | 29,91% | 2,76% | 4,37% | 3,48% | 3,82% | 3,92% | 6,71% | 3,85% | 16,96% | 2,43% | 3,31% | 3,57% | 3,58% | 3,97% |
ODS Predominates


3,59%

3,75%

29,91%

2,76%

4,37%

3,48%

3,82%

3,92%

6,71%

3,85%

16,96%

2,43%

3,31%

3,57%

3,58%

3,97%