
Universidade Federal de Santa catarina (UFSC)
Programa de Pós-graduação em Engenharia, Gestão e Mídia do Conhecimento (PPGEGC)
Detalhes do Documento Analisado
Centro: Não Informado
Departamento: Não Informado
Dimensão Institucional: Pós-Graduação
Dimensão ODS: Social
Tipo do Documento: Dissertação
Título: RECONHECIMENTO DE SABERES NO PROGRAMA MULHERES MIL: ENTRE A COLONIALIDADE DO PODER E DE GÊNERO
Orientador
- JOANA CELIA DOS PASSOS
Aluno
- STELA MARCIA MOREIRA ROSA
Conteúdo
O presente estudo teve como objetivo analisar o processo de identificação e reconhecimento de saberes no ifsc-campus tubarão, das mulheres-trabalhadoras em situação de vulnerabilidade social, considerado eixo central do programa mulheres mil. a temática dessa pesquisa inscreve-se no contexto em que, mesmo que as estatísticas apontem para maior inserção das mulheres na educação, tal realidade não é hegemônica. daí a necessidade do recorte de classe e raça para desvelar a exclusão de mulheres pobres e, especialmente, das negras, dos processos educacionais. a escolha do lócus da pesquisa decorreu, especialmente, da participação de negras e brancas nos cursos, representativa da multietnicidade brasileira. no percurso metodológico, foram realizadas análises dos documentos oficiais e dos projetos pedagógicos dos cursos, da interação entre os 15 participantes do grupo focal, do questionário semi-estruturado e da entrevista com representante do centro de referência da assistência social (cras). consubstanciada nos estudos decoloniais, partimos do pressuposto de que a sociedade brasileira é tributária do processo social de racialização imposto pela empreitada colonial eurocêntrica, que inferiorizou negros e índigenas e continua operando no cotidiano. para contribuir com a análise da referida temática, estabeleceu-se diálogo com diferentes campos: sociologia: quijano (2000, 2005,2010), grosfoguel (2010, 2016), mignolo (2003, 2008, 2010), santos (2008, 2010), souza, (2009, 2010), bourdieu (2002, 2004, 2008,); estudos de gênero: lugones (2014, 2013), scott (1995), louro (1997); estudos sobre relações raciais: fanon (1968, 2008), guimarães (1999), hasenbalg (1979, 2006), passos (2009, 2012 ) e gomes (2005,2012,). e interlocução com estudiosos da eja e da perspectiva decolonial na educação: arroyo (2007, 2011), freire (1987, 1992, 1996), walsh (2009, 2013), candau (2013), oliveira (2005, 2007), charlot (2000). para a sistematização e análise dos dados, tomou-se como referência a análise de conteúdo temática e categorial (bardin, 2010), que permite focalizar a importância das palavras, do contexto e das circunstâncias nas quais a mensagem é vinculada, considerando também a importância de indicadores não frequenciais. também incorporamos aspectos da sistematização das experiências (jara, 2013) para realizar, durante a coleta de dados, uma reflexão coletiva, visando localizar as tensões, contradições e consensos. este estudo aponta que, na relação que os/as docentes e servidores/as do ifsc estabelecem com os saberes das mulheres-trabalhadoras, há influência da concepção de gênero, com a tendência de identificar com mais prevalência aqueles historicamente associados às mulheres, ao trabalho doméstico, às relações de cuidar de pessoas, espaços, meio ambiente, etc. pode-se identificar que os saberes das trajetórias de vida se fazem presentes na sala de aula, colocando-se em diálogo com os conteúdos ministrados e promovendo mudanças na prática pedagógica. trata-se assim de um processo complexo, dual e conflituoso, permeado por preconceitos e discriminação racial, que diferenciam as classes sociais e os conhecimentos considerados válidos daqueles originários da experiência. este estudo pretende mostrar os limites da perspectiva eurocêntrica, que inferioriza povos pela cor da pele, subjuga as mulheres e impõe um caminho único para viver, ser e estar. e defende a adoção de epistemologias do sul para que se possa instituir processos educacionais balizados na interculturalidade crítica e assim constituir pedagogias decoloniais.
Índice de Shannon: 3.48162
Índice de Gini: 0.879258
ODS 1 | ODS 2 | ODS 3 | ODS 4 | ODS 5 | ODS 6 | ODS 7 | ODS 8 | ODS 9 | ODS 10 | ODS 11 | ODS 12 | ODS 13 | ODS 14 | ODS 15 | ODS 16 |
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8,40% | 2,97% | 4,79% | 23,27% | 18,55% | 1,79% | 2,57% | 7,76% | 2,70% | 6,68% | 2,19% | 2,85% | 2,93% | 1,98% | 2,44% | 8,15% |
ODS Predominates


8,40%

2,97%

4,79%

23,27%

18,55%

1,79%

2,57%

7,76%

2,70%

6,68%

2,19%

2,85%

2,93%

1,98%

2,44%

8,15%