
Universidade Federal de Santa catarina (UFSC)
Programa de Pós-graduação em Engenharia, Gestão e Mídia do Conhecimento (PPGEGC)
Detalhes do Documento Analisado
Centro: Não Informado
Departamento: Não Informado
Dimensão Institucional: Pós-Graduação
Dimensão ODS: Institucional
Tipo do Documento: Dissertação
Título: EFEITOS DO HERBICIDA 2,4 - DICLOROFENOXIACÉTICO (2,4-D) SOBRE A MORFOLOGIA DE BRÂNQUIAS E PARÂMETROS COMPORTAMENTAIS EM PEIXE-ZEBRA DANIO RERIO ADULTOS
Orientador
- GEISON DE SOUZA IZIDIO
Aluno
- BRENO RAUL FREITAS OLIVEIRA
Conteúdo
O processo de produção agrícola brasileiro é dependente do uso de agrotóxicos. o ácido 2,4-diclorofenoxiacético (2,4-d) é um agrotóxico da classe dos herbicidas, sendo o segundo princípio ativo mais comercializado no brasil e utilizado amplamente no mundo há mais de 60 anos. o 2,4-d é classificado como um composto pouco tóxico segundo a agência nacional de vigilância sanitária (anvisa), todavia estudos sugerem que este composto pode ocasionar efeitos tóxicos em organismos não alvos. de forma geral, os ecossistemas aquáticos sofrem grande impacto por contaminação de agrotóxicos e pouco se sabe dos efeitos do 2,4-d em organismos aquáticos. o peixe-zebra é um excelente organismo modelo para estudos ecotoxicológicos, e a integridade das brânquias pode ser usada como biomarcador de toxicidade assim como o estudo do comportamento desses animais podem servir como indicativos toxicológicos. desta forma o objetivo deste trabalho foi investigar os efeitos do 2,4-d nos parâmetros comportamentais e morfológicos das brânquias de peixes-zebra adultos. peixes-zebra danio rerio foram divididos em 4 grupos: controle (0,0 mg/l); 0,03 mg/l; 0,3 mg/l; 3 mg/l de 2,4-d (n = 12/grupo), e foram expostos durante 7 dias. no 6º e 7º dia de exposição os animais foram testados no campo claro/escuro e no tanque novo, respectivamente, para avaliar comportamentos locomotores e relacionados a ansiedade. após estes testes comportamentais, os animais foram eutanasiados, as brânquias foram dissecadas, processadas e coradas com hematoxilina e eosina para a investigação da histopatologia e análise morfométrica no tecido. foi demonstrado que a concentração de 3 mg/l de 2,4-d afetou o comportamento locomotor de peixes-zebra, verificado pelo aumento da velocidade média e distância percorrida desses animais. assim como pelo aumento do número de entradas na zona clara no teste claro/escuro. a morfometria das brânquias demonstrou que o 2,4-d causou uma diminuição na largura do filamento assim como uma diminuição do espaço entre as lamelas. peixes expostos as concentrações de 0,03 mg/l e 0,3 mg/l apresentaram um aumento na largura das lamelas. a concentração de 0,3 mg/l gerou um aumento no comprimento das lamelas. a análise histopatológica demonstrou que o grupo exposto a 0,03 mg/l apresentou um aumento no número de dilatações lamelares e hipertrofias, foi detectado também a presença de aneurismas, porém pouco frequente. o grupo 0,3 mg/l demonstrou resultados semelhantes em relação a frequência das lesões, todavia foram detectados uma frequência moderada de descolamentos epiteliais neste grupo. no grupo exposto a 3 mg/l de 2,4-d foi notado o aumento da frequência de dilatações lamelares, hiperplasias, hipertrofias, deslocamento epitelial e aneurismas em animais expostos a concentração de 3mg/l. assim como em outros estudos o 2,4-d alterou o comportamento locomotor dos animais, porém não afetou o comportamento de mergulho (geotaxia) dos animais avaliados no tanque novo. foi verificado que o 2,4-d afetou o comportamento natural de preferência por ambientes escuros (escototaxia) dos peixes-zebra. foi observado que a concentração de 0,03 mg/l de 2,4-d já é capaz de induzir alterações morfométricas e histopatológicas, sendo agravado esses efeitos de acordo com o aumento da concentração. os danos encontrados nas brânquias de peixes-zebra neste estudo foram vistos também em estudos com outros agrotóxicos, sugerindo que os danos possam ser um mecanismo de resposta aos agrotóxicos e não específico do 2,4-d. este estudo contribuiu para o entendimento dos efeitos tóxicos do 2,4-d em organismos aquáticos, fornecendo evidências para que a concentração máxima (0,03 mg/l) permitida pelos órgãos regulamentadores seja reavaliada.
Índice de Shannon: 3.9657
Índice de Gini: 0.934604
ODS 1 | ODS 2 | ODS 3 | ODS 4 | ODS 5 | ODS 6 | ODS 7 | ODS 8 | ODS 9 | ODS 10 | ODS 11 | ODS 12 | ODS 13 | ODS 14 | ODS 15 | ODS 16 |
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ODS Predominates


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7,96%

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6,42%

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