Responsive image
Universidade Federal de Santa catarina (UFSC)
Programa de Pós-graduação em Engenharia, Gestão e Mídia do Conhecimento (PPGEGC)
Detalhes do Documento Analisado

Centro: Não Informado

Departamento: Não Informado

Dimensão Institucional: Pós-Graduação

Dimensão ODS: Institucional

Tipo do Documento: Tese

Título: POLÍTICA DE MEMÓRIA HISTÓRICA: A ATUAÇÃO DOS MOVIMENTOS POLÍTICOS E DAS COMISSÕES DA VERDADE NO BRASIL

Orientador
  • FERNANDO PONTE DE SOUSA
Aluno
  • JULIANA DE JESUS GRIGOLI

Conteúdo

A prática sistemática de graves violações de direitos humanos é um fenômeno característico das ditaduras sob o comando militar. também é típica desses regimes autoritários a adoção de medidas autoprotetivas, de impedimento das investigações e punições, com o retorno ao estado de direito e à democracia. assim como em outras ditaduras que surgiram na américa latina na década de 70, a ditadura civil-militar brasileira também adotou a prática sistemática de violação de direitos humanos como instrumento e método para garantir a autoridade e o controle do regime. mesmo com o retorno do brasil à democracia, a lei da anistia aprovada em 1979, garantiu a impunidade dos ditadores e dos agentes do estado que praticaram os graves crimes de lesa-humanidade. a resistência do estado brasileiro em adotar medidas de responsabilização em relação as graves violações de direitos humanos, levou a sua condenação pela corte interamericana de direitos humanos, no caso gomes lund e outros, em 2010. como parte do cumprimento dessa sentença, houve a criação da comissão nacional da verdade e o reconhecimento da efetividade institucional das comissões, comitês e coletivos ligados ao movimento por memória e verdade no país. nesse período, surge em florianópolis, o coletivo catarinense memória, verdade e justiça, formado por ex-presos políticos, familiares de vítimas da ditadura, pesquisadores, profissionais liberais e ativistas dos direitos humanos. por meio das atividades desenvolvidas pelo coletivo catarinense mvj, o tema das graves violações de direitos humanos cometidos durante a ditadura civil-militar passou a ser discutido de forma mais ampla em algumas regiões do estado, contribuindo para a difusão da cultura da não violência no estado. diante desse contexto, o foco principal da tese é analisar o processo de oficialização ou institucionalização de políticas de memória histórica no brasil, em especial de santa catarina, assim como as controvérsias em torno de demandas não resolvidas, através do acompanhamento das atividades propostas pelo movimento por memória e verdade. as reflexões teóricas apresentadas na tese são resultados de pesquisas bibliográficas e documentais sobre a relação entre estado, sociedade, memória coletiva e memória histórica; da análise do material coletado por meio do trabalho de campo, que consistiu no acompanhamento das atividades do coletivo catarinense memória, verdade e justiça; e das entrevistas realizadas com os diferentes atores sociopolíticos que atuam no âmbito da promoção e defesa dos direitos humanos, em especial com membros da rede brasil mvj, do coletivo catarinense mvj, da comissão da anistia e da comissão da verdade de santa catarina ? paulo stuart wright. as entrevistas foram realizadas a partir de um roteiro pré-definido, voltado a coleta de dados qualitativos mais expressivos sobre a relação entre memória histórica, política de memória histórica e a criação das comissões da verdade no brasil.

Índice de Shannon: 2.25975

Índice de Gini: 0.560756

ODS 1 ODS 2 ODS 3 ODS 4 ODS 5 ODS 6 ODS 7 ODS 8 ODS 9 ODS 10 ODS 11 ODS 12 ODS 13 ODS 14 ODS 15 ODS 16
2,12% 2,10% 2,19% 1,89% 3,61% 2,18% 1,75% 2,28% 2,35% 2,99% 2,74% 2,04% 1,66% 2,09% 2,35% 65,65%
ODS Predominates
ODS 16
ODS 1

2,12%

ODS 2

2,10%

ODS 3

2,19%

ODS 4

1,89%

ODS 5

3,61%

ODS 6

2,18%

ODS 7

1,75%

ODS 8

2,28%

ODS 9

2,35%

ODS 10

2,99%

ODS 11

2,74%

ODS 12

2,04%

ODS 13

1,66%

ODS 14

2,09%

ODS 15

2,35%

ODS 16

65,65%