
Universidade Federal de Santa catarina (UFSC)
Programa de Pós-graduação em Engenharia, Gestão e Mídia do Conhecimento (PPGEGC)
Detalhes do Documento Analisado
Centro: Não Informado
Departamento: Não Informado
Dimensão Institucional: Pós-Graduação
Dimensão ODS: Social
Tipo do Documento: Dissertação
Título: A DISCURSIVIZAÇÃO DO DIAGNÓSTICO DA DISLEXIA: DA TEORIA A PRÁTICA
Orientador
- ANA PAULA DE OLIVEIRA SANTANA
Aluno
- ELISABETH DA SILVA ELIASSEN
Conteúdo
O estudo desenvolvido nesta pesquisa teve como objetivo analisar como o diagnóstico da dislexia é discursivisado nos laudos diagnósticos. o discurso hegemônico tem defendido que a dislexia é um transtorno bem delimitado (apesar de heterogêneo), cientificamente comprovado, de localização conhecida e facilmente sensível a testes padronizados. enquanto contradiscursos enfatizam que a dislexia é uma construção social, portanto, uma estratégia medicalizadora. assim, considera-se essencial entender como os diagnósticos da dislexia têm sido construídos na prática, porque se sabe que esses, quando atribuídos equivocadamente impactam os sujeitos, suas famílias e seu contexto social. o universo de análise é formado por laudos referentes a 4 casos (jonas, walace, carolina e artur) e outros documentos contidos nos prontuários dos sujeitos, além de discursos advindos de questionários realizados online com os médicos responsáveis pelos diagnósticos dos casos analisados. constituído o corpus gerado nessa pesquisa, esse foi analisado a luz da análise dialógica do discurso (add). viu-se que historicamente a dislexia é vinculada a alterações neurológicas, assim ao longo de 100 anos de estudo da dislexia, várias hipóteses foram formuladas buscando estabelecer uma relação entre cérebro e dificuldade de leitura, tais pressuposições etiológicas, acabam por reverberar nas propostas avaliativas e nas vozes conclamadas a qualificar o que ocorre com o sujeito na escola, as quais estão vinculadas a uma visão organicista. nesse sentido, observa-se uma ausência da escola, do professor e de considerações acerca do contexto sociocultural do sujeito. a análise dos dados permitiu observar marcas de relações dialógicas estabelecidas entre o discurso enunciado nos laudos com a voz do dsm-5, assim como com a literatura. além disso, observou-se que o diagnostico é atravessado por ideologias dominantes as quais buscam homogeneizar sujeitos, cérebros e a leitura. viu-se é reservado ao médico um status diferenciado em relação aos demais profissionais que participam da avaliação da dislexia, embora ele pouco diga sobre o processo de aprender. observa-se que medidas padronizadoras sobrepõem-se a instrumentos qualitativos que permitiriam a observação da linguagem em funcionamento. os sintomas relacionados à dislexia mostraram-se tão heterogêneos que ferem a própria definição de dislexia enquanto transtorno específico. observa-se ainda que parece não interessar para a construção diagnóstica da dislexia, questões emocionais, de letramento, do processo de alfabetização, da escola, da vida cotidiana dos sujeitos, ou seja, as questões sociais são negligenciadas para essa determinação nosológica. assim sendo, esse estudo aponta para a importância de questionamentos em torno das evidências científicas da dislexia, visto as inconclusividades aqui observadas
Índice de Shannon: 3.34679
Índice de Gini: 0.842893
ODS 1 | ODS 2 | ODS 3 | ODS 4 | ODS 5 | ODS 6 | ODS 7 | ODS 8 | ODS 9 | ODS 10 | ODS 11 | ODS 12 | ODS 13 | ODS 14 | ODS 15 | ODS 16 |
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3,67% | 2,88% | 5,92% | 33,56% | 4,90% | 2,35% | 2,72% | 3,40% | 5,35% | 3,96% | 4,57% | 2,89% | 2,60% | 2,80% | 2,83% | 15,60% |
ODS Predominates


3,67%

2,88%

5,92%

33,56%

4,90%

2,35%

2,72%

3,40%

5,35%

3,96%

4,57%

2,89%

2,60%

2,80%

2,83%

15,60%