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Universidade Federal de Santa catarina (UFSC)
Programa de Pós-graduação em Engenharia, Gestão e Mídia do Conhecimento (PPGEGC)
Detalhes do Documento Analisado

Centro: Não Informado

Departamento: Não Informado

Dimensão Institucional: Pós-Graduação

Dimensão ODS: Social

Tipo do Documento: Tese

Título: AVALIAÇÃO DOS SERVIÇOS DE TELESSAÚDE COMO APOIO À EDUCAÇÃO PERMANENTE DAS EQUIPES DE ATENÇÃO BÁSICA: O CASO DO NÚCLEO TELESSAÚDE SC.

Orientador
  • JOSIMARI TELINO DE LACERDA
Aluno
  • LUISE LUDKE DOLNY

Conteúdo

A educação permanente em saúde (eps) é reconhecida como a educação que acontece no trabalho, pelo trabalho e para o trabalho em saúde. seu objetivo é refletir e produzir incômodos para transformar as práticas de cuidado na direção das necessidades e dos direitos de acesso da população a serviços de saúde de qualidade. a eps é pensada como estratégia de qualificação dos profissionais da saúde para atuação neste modelo. o programa telessaúde brasil redes (telessaúde brasil) é uma destas estratégias, adotada há 10 anos para apoiar as ações de eps das equipes de atenção básica á saúde (abs), com implantação de 21 núcleos estaduais e 23 núcleos intermunicipais, em todo o país. objetivo: avaliar um núcleo de telessaúde como estratégia de apoio à eps de equipes na abs. métodos: pesquisa avaliativa de análise de implantação, do tipo que busca analisar a influência da interação entre o contexto de implantação e a intervenção sobre os efeitos observados, desenvolvida em duas etapas: estudo de avaliabilidade (ea) e estudo de caso único. o ea foi desenvolvido em quatro etapas: definição da finalidade e âmbito da análise; desenvolvimento da teoria inicial do programa com a proposição de um modelo teórico (mt), um modelo lógico (ml) e uma matriz de análise e julgamento (maj); feedback e validação da teoria e modelos do programa e a proposição de uso do estudo. o estudo de caso considerou como caso o núcleo telessaúde de santa catarina e como níveis de análise os gestores e profissionais do núcleo telessaúde sc (nível 1) e as equipes de abs participantes do telessaúde sc (nível 2). no nível 1 foram convidados a participar os coordenadores de área e apoiadores de cada serviço de telessaúde. no nível 2, os municípios participantes no telessaúde sc foram estratificados em quatro grupos pela quantidade de equipes de saúde da família (esf). foi ainda incluído intencionalmente um quinto município e equipe. em cada município foi escolhida a esf com maior participação. a coleta de dados aconteceu por meio de: análise dos documentos identificados por meio de revisões de literatura, de normas, legislações e de materialis produzidos pelos serviços do telessaúde; e entrevistas semiestruturadas com profissionais dos níveis 1 (n=8) e nível 2 (n=27). foi conduzida uma análise de conteúdo na modalidade análise temática com categorias de analise pré-definidas pelas dimensões do mt e do ml, por meio da identificação de padrões, convergências e divergências entre os dois níveis de análise, do confronto entre os modelos e a realidade empírica do caso e da identificação de fatores de contexto que influenciam os efeitos esperados. resultados: o ea definiu o objeto como avaliável, validando os mt e ml em quatro dimensões: 1) identificação de problemas no contexto de trabalho; 2) ampliação do conhecimento aplicado ao contexto local; 3) trabalho interdisciplinar; 4) protagonismo das equipes na tomada de decisão. a maj estabeleceu critérios avaliativos para cada dimensão e nível de análise. os resultados do estudo de caso demostraram que a implantação do telessaúde sc enquanto estratégia de apoio a eps não depende apenas do contexto de oferta e organização dos serviços, mas depende também do contexto de uso e da interação com as equipes de abs. os resultados demostram que o núcleo precisa qualificar sua atuação nas dimensões 1 e 3. o resultado mais expressivo está relacionado à dimensão 2, sendo o apoio do telessaúde identificado por 96,2% dos entrevistados no nível 2. os resultados no nível 2 demonstram que as equipes 1 e 3 atendem satisfatoriamente aos critérios estabelecidos em todas as dimensões com alcance de 93,7% e 90,6% da pontuação geral esperada, respectivamente. duas equipes atendem os critérios de maneira regular e uma de forma insatisfatória. verificou-se que um maior tempo de atuação na equipe e na abs, o entrosamento entre os membros da equipe e com a comunidade e a prática da gestão democrática, influenciam favoravelmente a prática de eps no processo de trabalho e no uso dos serviços de apoio como o telessaúde. considerações finais: o modelo avaliativo se mostrou factível, apresentando as potencialidades e desvantagens dos contextos de oferta e uso dos serviços. as equipes que organizam seu processo de trabalho e o cuidado assistencial com base na gestão democrática e no compartilhamento dos saberes entre profissionais, população, serviços e setores, conseguem desenvolver os critérios nas demais dimensões avaliativas, solicitando apoio de serviços, como o telessaúde sc, de maneira intencional e relacionada à demanda local. para apoiar a eps em serviço, o telessaúde sc precisa avançar na interação personalizada com o contexto das equipes de abs e no desenvolvimento de estratégias que destaquem, além da competência técnica, também as competências reflexiva e dialógica que fortaleçam os espaços coletivos de promoção da saúde.

Índice de Shannon: 3.44475

Índice de Gini: 0.868623

ODS 1 ODS 2 ODS 3 ODS 4 ODS 5 ODS 6 ODS 7 ODS 8 ODS 9 ODS 10 ODS 11 ODS 12 ODS 13 ODS 14 ODS 15 ODS 16
3,01% 5,35% 27,19% 16,88% 4,81% 2,65% 2,11% 5,67% 4,06% 3,22% 4,41% 2,26% 2,56% 2,30% 2,86% 10,65%
ODS Predominates
ODS 3
ODS 1

3,01%

ODS 2

5,35%

ODS 3

27,19%

ODS 4

16,88%

ODS 5

4,81%

ODS 6

2,65%

ODS 7

2,11%

ODS 8

5,67%

ODS 9

4,06%

ODS 10

3,22%

ODS 11

4,41%

ODS 12

2,26%

ODS 13

2,56%

ODS 14

2,30%

ODS 15

2,86%

ODS 16

10,65%