
Universidade Federal de Santa catarina (UFSC)
Programa de Pós-graduação em Engenharia, Gestão e Mídia do Conhecimento (PPGEGC)
Detalhes do Documento Analisado
Centro: Não Informado
Departamento: Não Informado
Dimensão Institucional: Pós-Graduação
Dimensão ODS: Social
Tipo do Documento: Dissertação
Título: TRANSGERACIONALIDADE E DINÂMICA FAMILIAR NA PERSPECTIVA DE MULHERES COM OBESIDADE MÓRBIDA.
Orientador
- CARMEN LEONTINA OJEDA OCAMPO MORE
Aluno
- ALINE ORLANDI CORADINI
Conteúdo
Na última década a obesidade enquanto fenômeno multideterminado tem se constituído progressivamente em um importante problema de saúde pública. além de prejuízos à saúde física, a doença também acarreta problemas psicológicos e sociais. entre as mulheres este fato se torna ainda mais evidente, já que para o sexo feminino a obesidade e as cobranças da sociedade em relação à aparência são considerados fatores causadores de sofrimento psíquico, afetando o modo como estas se percebem, bem como seus relacionamentos afetivos e sociais. nessa perspectiva, o desenvolvimento da doença ocorre em meio a uma trama de relações que se sustenta em hábitos alimentares da família, envolvendo todos os seus membros. o presente estudo tem por objetivo compreender as relações entre o desenvolvimento da obesidade mórbida e a dinâmica relacional familiar na perspectiva das mulheres. a pesquisa foi realizada em um serviço de cirurgia bariátrica de um hospital-escola da região sul do brasil. participaram do estudo 12 mulheres, e a coleta dos dados ocorreu por meio da observação participante de campo, da entrevista semiestruturada e da aplicação do genograma. os dados obtidos foram organizados e analisados utilizando os princípios da teoria fundamentada nos dados (grounded theory), com auxílio do software atlas-ti 7.5.7 e para a construção gráfica dos genogramas, utilizou-se o software genopro 3.0.0.7. os resultados revelaram a escassez de estudos que abordem especificamente a relação entre a história dos vínculos afetivos familiares e o desenvolvimento da obesidade. identificou-se que para o sexo feminino, as experiências ligadas à maternidade e eventos estressores do ciclo vital, tais como lutos, rupturas de vínculos afetivos, mortes trágicas na família e violência familiar, são fatores importantes no surgimento da doença. observou-se a dificuldade das mulheres com relação à autopercepção e ao autocuidado, o que pareceu contribuir para a invisibilização do problema, dificultando a adesão ao tratamento. a presença do estigma social e do preconceito com relação à obesidade foi observada tanto em seus relacionamentos afetivo-conjugais, como em seu entorno social. os resultados do estudo mostraram a estreita relação existente entre o desenvolvimento da obesidade e a dinâmica relacional familiar. foi possível observar em termos transgeracionais a presença de padrões emaranhados com vínculos de superenvolvimento nas famílias investigadas, evidenciando a dificuldade destas no processo de diferenciação familiar e na busca pela autonomia de seus membros. conclui-se sobre a necessidade de se trabalhar para promover a autonomia de indivíduos obesos, de forma a possibilitar uma melhor adesão ao tratamento. sendo a obesidade um fenômeno complexo pela diversidade de elementos que nele se conjugam, ressalta-se a importância de se trabalhar conjuntamente as histórias médicas e as histórias dos vínculos afetivos na família.
Índice de Shannon: 3.15794
Índice de Gini: 0.79993
ODS 1 | ODS 2 | ODS 3 | ODS 4 | ODS 5 | ODS 6 | ODS 7 | ODS 8 | ODS 9 | ODS 10 | ODS 11 | ODS 12 | ODS 13 | ODS 14 | ODS 15 | ODS 16 |
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6,30% | 3,52% | 41,25% | 3,30% | 8,59% | 1,91% | 1,52% | 3,15% | 4,11% | 4,85% | 4,11% | 2,60% | 1,99% | 2,17% | 2,40% | 8,22% |
ODS Predominates


6,30%

3,52%

41,25%

3,30%

8,59%

1,91%

1,52%

3,15%

4,11%

4,85%

4,11%

2,60%

1,99%

2,17%

2,40%

8,22%