
Universidade Federal de Santa catarina (UFSC)
Programa de Pós-graduação em Engenharia, Gestão e Mídia do Conhecimento (PPGEGC)
Detalhes do Documento Analisado
Centro: Não Informado
Departamento: Não Informado
Dimensão Institucional: Pós-Graduação
Dimensão ODS: Institucional
Tipo do Documento: Dissertação
Título: COLOCANDO OS CASOS TIPO-GETTIER SOB TESTE: FILOSOFIA EXPERIMENTAL E A ANÁLISE DO CONHECIMENTO
Orientador
- IVAN FERREIRA DA CUNHA
Aluno
- LUANA FRANCINE NYLAND
Conteúdo
Este trabalho tem como objetivo apresentar o debate metafilosófico contemporâneo a respeito de uma estratégia metodológica frequentemente utilizada na filosofia: aquela que recorre a intuições obtidas a partir da avaliação de casos hipotéticos para apoiar ou refutar certas afirmações ou teorias filosóficas. mais especificamente, este trabalho apresenta tal debate a respeito de alguns tipos de casos hipotéticos, os chamados casos tipo-gettier, que são comumente utilizados na análise do conhecimento. para tanto, em primeiro lugar, são feitas algumas considerações sobre a relevância dos casos do tipo-gettier para a pesquisa contemporânea em epistemologia. essas considerações são seguidas por reflexões metafilosóficas sobre o empreendimento de análise do conhecimento e sobre a metodologia por trás dos casos tipo-gettier. em segundo lugar, são apresentadas as principais características do movimento da filosofia experimental. representantes desse movimento, os filósofos experimentais, realizaram uma série de estudos que desencadearam o debate metafilosófico sobre as intuições advindas de casos hipotéticos. alguns desses estudos, que visam os casos tipo-gettier, são apresentados e seus resultados são mostrados para sugerir que as intuições decorrentes de tais casos não são amplamente compartilhadas. além disso, esses estudos indicam que as intuições dos casos tipo-gettier podem ser influenciadas por aspectos irrelevantes à análise epistemológica. esses resultados parecem não corroborar a suposição, até agora amplamente aceita pela comunidade filosófica, de que as intuições obtidas a partir de casos tipo-gettier são robustas o suficiente para servir de evidência na análise do conhecimento. portanto, os filósofos experimentais apresentam evidências empíricas para contestar o status epistêmico de tais intuições e para desafiar aqueles que recorrem a elas em suas análises do conhecimento. por fim, são apresentados três cuidados que poderiam ser considerados em futuras investigações que visem contribuir para o debate metafilosófico discutido neste trabalho. essas precauções sugerem que os casos do tipo-gettier possuem diferenças estruturais entre si, de modo que não formam uma categoria homogênea de casos hipotéticos. além disso, é preciso levar em conta que o processo de geração de uma intuição pode envolver pelo menos três subtarefas distintas que podem afetar a confiabilidade resultante do referido processo. outra precaução é que se deve considerar que as intuições podem não pertencer a uma categoria homogênea de estados mentais, de modo que examinar a confiabilidade da intuição pode exigir investigações muito mais específicas. ao chamar a atenção para esses cuidados, este trabalho pretende mostrar que a questão a respeito da confiabilidade das intuições e, por consequência, também o debate metafilosófico que se formou em torno dessa questão, pode ser consideravelmente mais complexo do que imaginavam os filósofos tradicionais e experimentais.
Índice de Shannon: 3.87683
Índice de Gini: 0.924898
ODS 1 | ODS 2 | ODS 3 | ODS 4 | ODS 5 | ODS 6 | ODS 7 | ODS 8 | ODS 9 | ODS 10 | ODS 11 | ODS 12 | ODS 13 | ODS 14 | ODS 15 | ODS 16 |
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4,20% | 5,69% | 5,57% | 8,07% | 8,45% | 3,92% | 4,36% | 9,16% | 7,04% | 5,75% | 5,96% | 3,57% | 3,98% | 4,63% | 4,63% | 15,02% |
ODS Predominates


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5,69%

5,57%

8,07%

8,45%

3,92%

4,36%

9,16%

7,04%

5,75%

5,96%

3,57%

3,98%

4,63%

4,63%

15,02%