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Universidade Federal de Santa catarina (UFSC)
Programa de Pós-graduação em Engenharia, Gestão e Mídia do Conhecimento (PPGEGC)
Detalhes do Documento Analisado

Centro: Não Informado

Departamento: Não Informado

Dimensão Institucional: Pós-Graduação

Dimensão ODS: Social

Tipo do Documento: Dissertação

Título: DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE MÉTODOS PARA ESTRESSAR, ADMINISTRAR FÁRMACOS E ANALISAR O COMPORTAMENTO DE MOSCAS DROSOPHILA MELANOGASTER

Orientador
  • CILENE LINO DE OLIVEIRA
Aluno
  • FABIOLA BOZ ECKERT

Conteúdo

O estresse é um fator que provoca mudanças comportamentais e fisiológicas nos animais, que podem ser revertidas por tratamento com antidepressivos. para entender estes fenômenos, os estudos comumente usam roedores como animais experimentais. entretanto, o uso de vertebrados em diferentes áreas de pesquisa tem sofrido críticas no campo do bem-estar animal. por esta razão, iniciativas que vão desde a utilização da pesquisa in silico até a substituição de animais vertebrados por invertebrados, vem se popularizando. existem evidências que estímulos estressantes e fármacos antidepressivos afetam o comportamento das moscas drosophila melanogaster, assim como ocorre em vertebrados. porém, os protocolos para o estudo do estresse ou tratamento com antidepressivos nesta espécie ainda são pouco padronizados. o objetivo deste trabalho foi propor e validar um método para avaliar o efeito do estresse e do tratamento com antidepressivo sobre os comportamentos das moscas. para isso se escolheu o paradigma de “preferência por sacarose”. no experimento 1 criou-se um labirinto com raias e capilares (larc). os capilares foram preenchidos com solução de sacarose 5 %, e o larc permitia a experimentação de várias moscas simultaneamente. três animais foram testados no larc a fim de avaliar quais os comportamentos poderiam ser observados nesta situação. um etograma com 16 categorias comportamentais foi criado para análises dos vídeos de registro dos testes. determinados vídeos foram transcritos duas vezes, com intervalos de ao menos 7 dias. estes forneceram dados para cálculos de confiabilidade da análise e para a posterior refinação do etograma. no experimento 2, moscas machos e fêmeas alocadas para grupos controle (alimentadas) ou estresse (privação alimentar (pa) por 2h ou 8h) foram filmadas por 60 min. de acordo com os resultados pode se observar que ao longo do teste houve diminuição do tempo de locomoção e concomitante aumento do tempo de imobilidade em todos os grupos de moscas similarmente. porém, no grupo pa 8h o tempo de locomoção foi menor que no controle em ambos os sexos. no experimento 3, o tempo de filmagem do teste foi de 40 min e foram usados três períodos de privação alimentar: 2h, 8h e 20h. os resultados foram semelhantes aos do experimento 2, exceto pela ausência de efeito da pa 8h. no experimento 4 se avaliou o desenvolvimento das moscas na presença de escitalopram no meio de cultivo por 15 dias. tendo sido considerada adequada a forma de administração, no experimento 5 dividiu-se as moscas de acordo com o sexo e o tempo de tratamento (14h, 24h ou 48h) com escitalopram dissolvido no alimento. em teste de 30 min no larc novamente observou-se queda do tempo de locomoção e aumento do tempo de imobilidade ao longo do teste em todas as condições experimentais, exceto no tratamento 14h (escitalopram e controle). em todos os experimentos, o tempo médio de interação com o capilar contendo sacarose foi menor que 5 minutos, indicando que este foi um estímulo pouco apetitivo. em resumo, o teste no larc possibilitou a experimentação com várias moscas simultaneamente. nas condições desenvolvidas, as respostas mais consistentes das moscas foram a redução de locomoção e aumento da imobilidade ao longo do teste. este padrão comportamental resistiu à diminuição do tempo do teste, ao dimorfismo sexual e a diferentes tempos de pa. nas fêmeas, apenas o tratamento com escitalopram por 14h afetou o padrão de comportamento no larc. assim, concluímos que os efeitos do sexo, da pa e do tratamento com escitalopram foram pequenos nestas condições experimentais. portanto, propomos que devem ser feitas adaptações de desenho experimental (e.g. aumento de tamanho da amostra) e de procedimentos (e.g. iluminação do experimento) para se reduzir a duração do teste e aumentar sua capacidade de detectar os efeitos dos fármacos antidepressivos para que se torne de uso válido na psicofarmacologia.

Índice de Shannon: 3.76365

Índice de Gini: 0.907674

ODS 1 ODS 2 ODS 3 ODS 4 ODS 5 ODS 6 ODS 7 ODS 8 ODS 9 ODS 10 ODS 11 ODS 12 ODS 13 ODS 14 ODS 15 ODS 16
6,94% 22,00% 9,14% 4,79% 5,53% 3,80% 3,89% 3,79% 5,57% 4,30% 5,43% 6,46% 3,64% 5,10% 3,43% 6,19%
ODS Predominates
ODS 2
ODS 1

6,94%

ODS 2

22,00%

ODS 3

9,14%

ODS 4

4,79%

ODS 5

5,53%

ODS 6

3,80%

ODS 7

3,89%

ODS 8

3,79%

ODS 9

5,57%

ODS 10

4,30%

ODS 11

5,43%

ODS 12

6,46%

ODS 13

3,64%

ODS 14

5,10%

ODS 15

3,43%

ODS 16

6,19%