
Universidade Federal de Santa catarina (UFSC)
Programa de Pós-graduação em Engenharia, Gestão e Mídia do Conhecimento (PPGEGC)
Detalhes do Documento Analisado
Centro: Não Informado
Departamento: Não Informado
Dimensão Institucional: Pós-Graduação
Dimensão ODS: Ambiental
Tipo do Documento: Tese
Título: EFEITOS DA GUANOSINA SOBRE A SUMOILAÇÃO GLOBAL DE PROTEÍNAS EM MODELOS DE NEURODEGENERAÇÃO IN VIVO E IN VITRO E INVESTIGAÇÃO DO POSSÍVEL MECANISMO DE AÇÃO
Orientador
- HELENA ITURVIDES CIMAROSTI
Aluno
- CAMILA ANGELA ZANELLA
Conteúdo
O processo de envelhecimento é fisiológico e afeta as funções tanto corporais quanto cognitivas, com concomitante redução das funções biológicas ao longo da vida de um indivíduo. a idade avançada é um dos fatores de risco para o surgimento de doenças neurodegenerativas como, por exemplo, a doença de alzheimer (da). aliado a perda de memória observada nos pacientes, algumas alterações moleculares importantes em seus cérebros acompanham os sintomas da da, como por exemplo, agregados do peptídeo beta amilóde (a¿). a sumoilação é um exemplo de modificação pós traducional descoberta recentemente onde proteínas denominadas sumo (do inglês, small ubiquitin-like modifier) são adicionadas a proteínas alvo promovendo dessa forma alteração da localização subcelular, modificando a interação com substratos, entre outros efeitos. a sumoilação já foi demonstrada como neuroprotetora em diferentes modelos. entre as moléculas endógenas associadas à neuroproteção, o nucleosídeo guanosina, apresenta um importante papel como neuromodulador e neuroprotetor em estudos sobre o envelhecimento e da. nesse sentido, o objetivo desta tese foi investigar se a guanosina poderia modular a sumoilação in vivo e promover alterações comportamentais e também foi investigado se a guanosina poderia modular a sumoilação in vitro aliado à investigação do possível mecanismo de ação. para o estudo in vivo foram utilizados camundongos da linhagem c57bl/6 de 3 e 24 meses de idade. os animais foram tratados com guanosina (8 mg/kg intraperitoneal) durante 14 dias, e nos últimos 8 dias submetidos aos testes comportamentais de campo aberto, realocação de objetos, labirinto em y, borrifada de sacarose, suspensão pela cauda e labirinto aquático de morris. o tratamento com guanosina nos animais jovens e idosos não alterou per se a atividade locomotora dos animais. nos camundongos jovens o tratamento com guanosina per se promoveu uma melhora na memória espacial de curta duração no teste de realocação de objetos. já nos camundongos idosos a guanosina promoveu a melhora na memória espacial de trabalho no teste de labirinto em y. com relação aos comportamentos tipo-depressivos não foram observados efeitos no teste de borrifada de sacarose quanto ao parâmetro de autolimpeza. no teste de suspensão pela cauda a guanosina aumentou o tempo de imobilidade dos animais jovens, sugerindo um efeito no coping estrategy desses animais. para memória espacial de longa duração no labirinto aquático de morris não houve diferenças. com relação aos níveis de sumoilação, houve um aumento significativo de sumo1-ilação globalno hipocampo dos animais jovens e idosos com o tratamento com guanosina. com a abordagem in vitro, foi avaliado se a guanosina promovia modificações na sumoilação global de proteínas. para isso astrócitos e neurônios corticais de cultivo primário foram tratados com 1, 10, 100, 300 e 500 ¿m de guanosina nos tempos de 1, 6, 24 e 48 h. os resultados obtidos na caracterização in vitro mostram que a guanosina aumentou significativamente a sumo2/3-ilação global tanto em astrócitos quanto em neurônios no tempo de 1 h e nas concentrações acima de 10 ¿m, e que o aumento em 1 h não é devido ao seu metabólito guanina. em astrócitos corticais foi verificado se a guanosina previne alterações na captação de glutamato, viabilidade celular, e reatividade astrocitária induzida pelo peptídeo a¿1-42. dos parâmetros alterados pelo peptídeo a¿1-42 pode-se observar que a guanosina preveniu o fenótipo de reatividade astrocitária. uma vez identificadas modificações na sumoilação, os possíveis mecanismos moleculares foram investigados. o bloqueio da internalização da guanosina, com dipiridamol, não alterou o aumento na sumo2/3-ilação global induzida por guanosina, demonstrando uma ação extracelular da guanosina. o bloqueio dos receptores de adenosina do tipo a1 com o antagonista dpcpx, aboliu o efeito da guanosina. o antagonista de receptores a2a de adenosina, zm241385, aumentou a sumoilação per se. sugerindo que o receptor a2a também modula a sumo2/3-ilação. para verificar o efeito da guanosina na perda de viabilidade mitocondrial, neurônios corticais foram incubados com rotenona. no protocolo empregado a guanosina foi capaz de alterar a incorporação do corante mitocondrial mitotracker e aumentar o fator de fissão mitocondrial, contudo para compreender o que esses resultados sugerem, experimentos futuros precisam ser realizados. esta tese é a primeira a demonstrar que uma molécula endógena, o nucleosídeo guanosina, modulou a sumoilação.
Índice de Shannon: 3.90187
Índice de Gini: 0.927603
ODS 1 | ODS 2 | ODS 3 | ODS 4 | ODS 5 | ODS 6 | ODS 7 | ODS 8 | ODS 9 | ODS 10 | ODS 11 | ODS 12 | ODS 13 | ODS 14 | ODS 15 | ODS 16 |
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4,60% | 4,65% | 12,18% | 4,37% | 5,11% | 12,39% | 4,13% | 7,39% | 5,02% | 5,56% | 7,09% | 4,81% | 7,14% | 6,06% | 4,89% | 4,62% |
ODS Predominates


4,60%

4,65%

12,18%

4,37%

5,11%

12,39%

4,13%

7,39%

5,02%

5,56%

7,09%

4,81%

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4,89%

4,62%