
Universidade Federal de Santa catarina (UFSC)
Programa de Pós-graduação em Engenharia, Gestão e Mídia do Conhecimento (PPGEGC)
Detalhes do Documento Analisado
Centro: Não Informado
Departamento: Não Informado
Dimensão Institucional: Pós-Graduação
Dimensão ODS: Social
Tipo do Documento: Dissertação
Título: EPIDEMIOLOGIA DA HIPERTENSÃO ARTERIAL EM INDÍGENAS KAINGANG, TERRA INDÍGENA XAPECÓ, SANTA CATARINA, BRASIL
Orientador
- MAURICIO SOARES LEITE
Aluno
- DEISE BRESAN
Conteúdo
Descrever a ocorrência e distribuição dos níveis tensionais sugestivos de hipertensão arterial sistêmica (has) e dos valores médios de pressão arterial sistólica (pas) e diastólica (pad), e sua associação com variáveis sociodemográficas e antropométricas, entre adultos kaingang, terra indígena xapecó, santa catarina, brasil. método: trata-se de um estudo transversal, descritivo e analítico, do tipo censo realizado na aldeia pinhalzinho com indígenas de 20 anos ou mais. foram aferidos peso, estatura, circunferência da cintura (cc), pas e pad, e coletados dados sociodemográficos. os indivíduos foram classificados com níveis tensionais sugestivos de has, quando os valores de pas eram iguais ou superiores a 140 mmhg, e/ou valores de pad iguais ou superiores a 90 mmhg ou quando faziam uso de medicamento para has. considerou-se como desfecho os níveis tensionais sugestivos de has, categorizados em sim (presença de níveis tensionais sugestivos de has) e não (ausência de níveis tensionais sugestivos de has) e os valores médios de pas e pad. as variáveis independentes foram idade, situação conjugal, escolaridade, tipo de piso da residência, tipo de parede da residência e renda per capita. a variável sexo foi considerada como modificadora de efeito. realizaram-se análises bi e multivariável por meio de regressão de poisson para desfecho categórico e regressão linear para desfecho contínuo, utilizando o software stata 11.0. resultados: foram visitadas 270 residências e avaliados 355 indivíduos, sendo 56,1% mulheres. a mediana de idade foi de 37 anos, houve maior frequência de pessoas na faixa etária de 20 a 35 anos, que viviam com um companheiro e estudaram até oito anos. a prevalência de níveis tensionais sugestivos de has foi 52,4% entre os homens e 40,7% entre as mulheres (p=0,02). as médias de pas e pad também foram diferentes entre homens e mulheres (p<0,01). entre os primeiros a média de pas foi 133,2 mmhg (±18,9) e a média de pad 86,2 mmhg (±12,5), nas mulheres foi 124,1 mmhg (±17,3) e 80,8 mmhg (±11,9), respectivamente. entre as mulheres, após análise ajustada, apenas a idade permaneceu associada aos níveis tensionais sugestivos de has e com os valores médios de pas e pad. nos homens, a idade, tipo de piso da residência e imc estiveram associados com os níveis tensionais sugestivos de has; a cc, o imc e a escolaridade com os valores médios de pas; e o imc e a cc com a pad. conclusão: as prevalências de níveis tensionais sugestivos de has foram as maiores encontradas em povos indígenas no brasil até o momento, destacado a necessidade de ações que visem o controle dos fatores de risco para has tendo em vista a contribuição da mesma na morbimortalidade por doenças cardiovasculares.
Índice de Shannon: 3.54835
Índice de Gini: 0.880518
ODS 1 | ODS 2 | ODS 3 | ODS 4 | ODS 5 | ODS 6 | ODS 7 | ODS 8 | ODS 9 | ODS 10 | ODS 11 | ODS 12 | ODS 13 | ODS 14 | ODS 15 | ODS 16 |
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7,75% | 4,56% | 27,10% | 9,14% | 10,96% | 2,45% | 2,70% | 5,15% | 2,88% | 7,85% | 3,97% | 2,49% | 2,36% | 2,87% | 3,95% | 3,84% |
ODS Predominates


7,75%

4,56%

27,10%

9,14%

10,96%

2,45%

2,70%

5,15%

2,88%

7,85%

3,97%

2,49%

2,36%

2,87%

3,95%

3,84%