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Universidade Federal de Santa catarina (UFSC)
Programa de Pós-graduação em Engenharia, Gestão e Mídia do Conhecimento (PPGEGC)
Detalhes do Documento Analisado

Centro: Não Informado

Departamento: Não Informado

Dimensão Institucional: Pós-Graduação

Dimensão ODS: Social

Tipo do Documento: Tese

Título: A EXPERIÊNCIA DA FAMÍLIA AO CONVIVER COM A CRIANÇA E O ADOLESCENTE COM INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA: DESVELANDO NOVAS POSSIBILIDADES DE CUIDAR EM ENFERMAGEM.

Orientador
  • JANE CRISTINA ANDERS
Aluno
  • MARIBEL CRISTINA WESCHENFELDER

Conteúdo

As crianças e adolescentes surgem cada vez mais frequentes, no cotidiano dos serviços de saúde no brasil, assim como em outros países. estas crianças e adolescentes estão sendo acometidos por doenças crônicas de modo que este acontecimento é cada vez mais frequente, e se deparam com a obrigatoriedade de experienciar um modo de vida também crônico, alterando de certa forma seu desenvolvimento físico, cognitivo e emocional. a insuficiência renal crônica é uma doença de elevada morbidade e mortalidade. a incidência e a prevalência da doença em estágio terminal crescem progressivamente, em “proporções epidêmicas”, no brasil e em todo o mundo, acometendo crianças e adolescentes e por vezes limitando ou incapacitando suas atividades diárias. trata-se de uma pesquisa convergente assistencial, de abordagem qualitativa e teve como objetivo compreender a experiência das famílias das crianças e dos adolescentes em diálise peritoneal e identificar maneiras como a enfermeira auxilia a família, contribuindo para o bem-estar e o estar melhor, durante a terapia de diálise peritoneal. o referencial que embasou o estudo foi a teoria da enfermagem humanística proposta por paterson e zderad. participaram do estudo sete famílias de crianças e adolescentes com insuficiência renal crônica em diálise. utilizou-se a entrevista semi-estruturada. o local de estudo foi um hospital pediátrico do sul do brasil e a coleta dos dados realizada no período de abril a agosto de 2013. a análise e interpretação dos dados foram realizadas em duas etapas: fase de análise – processo de apreensão e codificação; e fase de interpretação – processo de síntese e o processo de teorização. após o processo de análise, apreendemos a experiência das famílias em nove unidades de significados, sendo elas: (a) é preciso sobre (viver) para ser mais e estar melhor: a família diante do diagnóstico da irc e o enfrentamento; (b) é preciso estar com seu filho, seja do jeito que for: evidenciando chamados e respostas; (c) é preciso se relacionar no mundo do cuidar: o encontro da enfermeira com a família; (d) a temporalidade da infância: vivenciando vínculos rompidos e vislumbrando os que se apresentarão; (e) a exigência do uso da tecnologia para sobrevivência: possibilidades e conflitos; (f) confrontando a realidade: a busca pelo existir mais pleno, a conquista pelo estar melhor frente às complicações associadas; (g) o vir a ser com a esperança do transplante: a aliança com horizonte futuro; e (h) ausência de vida social: é preciso reaprender o cotidiano com auxilio dos que o cercam. também foi elaborada uma cartilha de orientações para a família, com intuito de ajudá-las a cuidar das crianças e adolescentes no contexto da irc e da diálise peritoneal. conclui-se que as restrições impostas pela doença e pelo tratamento implicam em transformações e adaptações do novo cotidiano da família e às vezes o que deveria ser uma terapia de transição até que ocorra o transplante renal, se apresenta como uma opção de terapia por tempo bem mais prolongado, com muitas idas e vindas ao hospital. a equipe de enfermagem deve estar ao lado da família comunicando-se efetivamente, gerando a possibilidade de confiança mútua e ajudando-a a enfrentar as condições impostas pela doença crônica, tendo em vista que é a família quem acompanha a criança e o adolescente em toda a sua trajetória ao longo da doença.

Índice de Shannon: 2.45334

Índice de Gini: 0.616002

ODS 1 ODS 2 ODS 3 ODS 4 ODS 5 ODS 6 ODS 7 ODS 8 ODS 9 ODS 10 ODS 11 ODS 12 ODS 13 ODS 14 ODS 15 ODS 16
4,60% 2,64% 61,04% 2,69% 4,52% 1,43% 1,67% 2,38% 2,81% 2,21% 3,04% 2,01% 1,80% 2,08% 1,75% 3,32%
ODS Predominates
ODS 3
ODS 1

4,60%

ODS 2

2,64%

ODS 3

61,04%

ODS 4

2,69%

ODS 5

4,52%

ODS 6

1,43%

ODS 7

1,67%

ODS 8

2,38%

ODS 9

2,81%

ODS 10

2,21%

ODS 11

3,04%

ODS 12

2,01%

ODS 13

1,80%

ODS 14

2,08%

ODS 15

1,75%

ODS 16

3,32%